Promover ampla discussão ligada ao desenvolvimento da região a longo e médio prazos, mais precisamente para os próximos 13 anos. Este é o objetivo da Agência de Desenvolvimento Econômico – presidida pelo prefeito de Santo André, Paulo Serra – com o projeto Grande ABC 2030, que prevê participação de diversos segmentos da sociedade. A informação foi dada pelo secretário-executivo da entidade, Giovanni Rocco, em entrevista à RDtv, na segunda-feira (14).
Uma das primeiras ações será a realização, no início de setembro, de reuniões de trabalho com a Agência Brasileira Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, do governo federal. “Neste momento estamos trabalhando uma grande discussão sobre indústria 4.0 e sociedade 5.0 e a população do Grande ABC é parte desse processo. A estratégia vai sair do conjunto”, destaca Rocco.
De acordo com o gestor a agenda de trabalho para elaboração do planejamento contará com a participarão das sete prefeituras da região, entidades de classe, sindicatos, universidades, bem como a comunidade.
“Por questão de sobrevivência temos que pensar uma renovação da nossa matriz econômica industrial, que é onde está agregado os melhores empregos. Isso tem que sair do ABC porque somos vanguarda em desenvolvimento regional”, diz Rocco ao acrescentar que é preciso o envolvimento da sociedade, que precisa dar voto de confiança para os atores que vão liderar o processo.
Além disso, dentro do plano, as universidades do ABC terão papel estratégico, já que formam mão de obra qualificada. O secretário utiliza como exemplo a formação de grande número de profissionais da área de engenharia, cerca de 2,1 mil por ano, graduados pelo Centro Universitário FEI, Universidade Federal do ABC (UFABC) e Instituto Mauá de Tecnologia.
“Temos que mudar o conceito para que o profissional se forme para criar o seu próprio emprego”, afirma.

Parque Tecnológico
O projeto de implementação do Parque tecnológico, em Santo André, vem sendo discutido com mais intensidade nos últimos quatro anos pela Agência de Desenvolvimento. Nesse período os gestores começaram a estudar os modelos que tinham dentro e fora do País para assim verificar qual deles se encaixa à realidade da região.
“Visitei todos os parques tecnológicos do Brasil, dois me chamaram atenção, o Tecnopuc, em Porto Alegre e a Fundação Certi (Centro de referência em tecnologias Inovadoras), em Santa Catarina, criado em 1983”, afirma.
A partir daí, a Agência adotou como estratégia a contratação da Fundação Certi, que oferece capacidade instalada e também de transferir para a região a tecnologia do conceito implementado no Sul. Com isso trabalham para serem os tutores da concepção da estrutura, do planejamento e da organização do Parque Tecnológico de Santo André, que será elemento âncora do Polo tecnológico do Grande ABC.
“Não tem outra saída a não ser pensar uma estratégia conjunta dos sete municípios. Temos que estruturar o que temos de ativos e conhecer o que temos aqui” ressalta Rocco.
O Parque Tecnológico, que terá a sua implantação inicial no terreno onde abrigou a indústria química Rhodia Têxtil, no bairro Bangu, já tem a liberação de R$ 5 milhões do CMPU (Conselho Municipal de Políticas Urbanas), desde 20 de julho, para reforma e adequação do prédio. O governo andreense projeta que essa etapa sairá do papel ainda em 2018, após longa novela que perdura pelo menos sete anos.