
Em busca de uma “coalisão” com partidos de centro, o Podemos tenta evitar alianças com legendas que governaram o país nas últimas duas décadas. Durante um evento na Câmara de Diadema, nesta terça-feira (15), a presidente do partido e deputada federal, Renata Abreu, garantiu que o partido não fará alianças com o PSDB para as eleições. O tucanato sondou o senador e pré-candidato a presidente, Álvaro Dias (Podemos/PR), para uma possível coligação no pleito de outubro.
“Nós queremos formar uma coalisão de centro, porém não vamos ter uma aliança com o PSDB, porque é o partido mais rejeitado no país. Além disso, pesquisas apontam que 86% dos brasileiros não querem que as mesmas forças políticas que governaram o país nos últimos 20 anos comandem o país novamente. Então, nós temos que ter a responsabilidade de dar uma alternativa para o país”, explicou Renata.
Para a parlamentar, a busca do nome de Dias para integrar a chapa liderada pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) acontece pela força do senador na região sul, onde a último levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, em abril, apontou um empate na primeira colocação entre o paranaense e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL/RJ), com 22,5%.
Além disso, Renata Abreu afirma que Álvaro Dias “é o pré-candidato que tem a maior chance de crescimento”. A expectativa da legenda é alta, mesmo com a baixa porcentagem nas pesquisas nas demais regiões, onde o senador tem uma variação entre 3% e 4,5%.
Sobre a coalisão dos partidos de centro, a deputada federal revela que aconteceram algumas conversas com o PRB, Patriotas e o DEM. Inclusive, segundo fontes ligadas ao Podemos, Dias não compareceu ao evento em Diadema devido a uma agenda que ocorrerá, nessa quarta-feira (16), em Brasília, com integrantes do Democratas.
ABC
Com a pretensão de fazer em São Paulo pelo menos quatro deputados estaduais e quatro deputados federais, o Podemos tem em suas apostas duas pré-candidaturas na região. Uma é do ex-prefeito de Santo André Aidan Ravin e a outra é do vice-prefeito de Diadema, Márcio da Farmácia, ambos para a Assembleia Legislativa.
No caso do diademense, a disputa eleitoral vem cercada de uma disputa interna. Apesar de contar com o apoio do prefeito Lauro Michels (PV), Márcio não terá em sua futura campanha não terá a ajuda de boa parte da base aliada que está na pré-campanha do presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB), que também busca uma vaga no parlamento paulista.
Para o número dois do Poder Executivo, tal situação não trará desconforto. “Todos que quiserem podem ser pré-candidatos, a questão é que temos que defender Diadema e todos querem, eu acredito nisso. Espero que todos trabalhem pela cidade, pois é o que precisamos de um representante”, disse Márcio da Farmácia.