
Um pouco mais de um mês após o incêndio de seu ônibus e o ataque à sede administrativa, no CT (Centro de Treinamento) do Taperinha, e sem apoio local, o CAD (Clube Atlético Diadema) prepara a sua saída do município, onde esteve durante 11 anos. Fontes ligadas ao clube dão como certa a migração do time para São Bernardo, cidade na qual já transferiu toda a sua estrutura das divisões de base.
“Infelizmente não temos o apoio para nos manter em Diadema. Queríamos muito ficar, pois nascemos aqui e nossas raízes são em Diadema. A questão é que não conseguimos falar com a Prefeitura sobre qualquer assunto e essa questão do incêndio do nosso ônibus foi a gota d’água. Não queremos entrar em uma briga, mas vamos esperar até dezembro para ver o que vai acontecer”, explicou o presidente do Imperador, Jackson Carvalho.
A falta de interlocução entre a Prefeitura e o CAD acontece desde o início do segundo mandato do prefeito Lauro Michels (PV), em 2017. Segundo o vereador e vice-presidente do Água Santa, Pretinho (DEM), o verde prometeu “acabar com o CAD” e assim manter uma parceria “exclusiva” com o Netuno para os projetos sociais.
Como consequência, o CAD não teve a oportunidade de renovar o contrato de concessão do CT do Taperinha, que seria remodelado e transformado em um estádio, com o valor da obra bancado pelo Sonda Supermercado, empresa que estava interessada em comprar o time, e assim o clube não dependeria do Água Santa para ter autorização para jogar na Arena Inamar.
Sem a garantia da utilização do único estádio do município e o incêndio que ainda é investigado pela Polícia Civil, o clube pediu uma licença de um ano para a Federação Paulista de Futebol (FPF) e assim ficando fora da disputada do Campeonato Paulista – Segunda Divisão (equivalente a quarta divisão estadual).
“Estamos com toda a nossa base aqui na sede do São Bernardo Futebol Clube e vamos esperar os próximos movimentos. Estamos também com os nossos programas sociais por aqui”, disse Jackson Carvalho. O presidente do CAD não descartou a possibilidade de migração do time para outro município, porém não quis falar sobre quais convites recebeu.
O RD apurou que aconteceram três convites, uma cidade do interior paulista, não revelada, outra proposta de Ribeirão Pires e a terceira de São Bernardo, sendo que neste último caso o interesse dos empresários que comandam o time diademense seria comprar o Tigre e toda a sua estrutura, com apoio do Sonda. Porém este cenário ainda passa por análise.
A curiosidade fica pelo fato do São Bernardo FC ter indicado a Arena Inamar como sede de todos os seus jogos como mandante na primeira fase da Copa Paulista, que começa em agosto. Degundo regras da FPF, o time tem de mandar o jogo de estreia, em casa, em sua cidade-sede, no caso seria São Bernardo.