
Na semana em que é celebrado o Dia Nacional dos Surdos (26/9), a EMEBB (Escola Municipal de Educação Básica Bilíngue) Neusa Basseto, em São Bernardo, montou calendário de atividades voltadas aos alunos da unidade, como excursões, vivências culturais e encontros com alunos de outras escolas.
A unidade está localizada no Rudge Ramos e conta com 42 alunos e foi a primeira de ensino integral bilíngue para surdos do estado de São Paulo. O currículo conta com Libras como a língua de instrução e a Língua Portuguesa na modalidade escrita.
Além disso, a escola promove atividades que estimulam a reflexão e o entendimento sobre o que é ser surdo, a inserção das crianças e jovens e continuidade dos estudos ao longo de suas trajetórias escolares.
Vale destacar que a EMEBB oferece acompanhamento dos alunos por profissionais especializados, entre eles um professor e uma auxiliar surdos.
A atual Administração garantiu a continuidade do atendimento da EMEBB Neusa Basseto com a reabertura de matrículas para a Educação Infantil e primeiro ciclo do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). Entre 2014 e 2017, não foram admitidos alunos novos.
A escola também faz parte do Programa Educar Mais que oferece aos estudantes diversas possibilidades de aprendizagem, pois agrega disciplinas da Base Nacional Comum Curricular com atividades complementares de grupos de estudo, jogos de tabuleiro, linguagens artísticas, educação ambiental, iniciação científica, cultura do movimento, protagonismo infantil, e educação física para todos os estudantes.
A unidade estimula ainda a prática do esporte, sendo que 16 alunos fazem parte das atividades de Badminton – no espaço da escola existe quadra com as medidas oficiais e que serve de treinamento para os atletas do Município.
REDE – São Bernardo possui duas escolas-polo para atendimento de crianças surdas. São elas a EMEB Padre Manuel da Nóbrega (Ensino Infantil) e a EMEB Neusa Macellaro Callado Moraes (Ensino Fundamental I).
Já o público de Educação de Jovens e Adultos (EJA) são atendidos na EMEB do Espaço Cidadania.
Nas escolas-polo, os alunos aprendem Libras com um professor surdo no período da manhã. À tarde, esses alunos frequentam suas respectivas turmas, onde também estudam alunos ouvintes. Há dois professores em cada sala: o ouvinte que ministra os conteúdos curriculares e o mediador, que dá acesso aos temas por meio da Libras. Os alunos da EJA também são acompanhados por professores mediadores por todo o período de aula.