
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) inaugurou na última semana a reforma da estação São Caetano que, junto com as estações Utinga, Prefeito Saladino e Capuava, tem acessibilidade e espaços mais qualificados, porém a reforma das outras cinco estações da linha 10-Turquesa que estão no ABC ainda não tem previsão de início. Enquanto isso usuários reclamam de infraestrutura ruim, falta de segurança e limpeza nas estações.
Segundo a companhia a estação de Rio Grande da Serra será totalmente reconstruída em parceria com a empresa MRS Logística, mas não foi informado o prazo de início e conclusão das intervenções. “(A estação) deve ser erguida em local escolhido para promover maior mobilidade à população, integrada com o terminal municipal de ônibus”, diz a companhia, em nota.
Já as estações Mauá e Santo André o processo de licitação ainda nem começou. “As estações Mauá e Santo André estão na fase de conclusão de projeto e a licitação deve ocorrer até o final deste ano. As obras serão para implantação da acessibilidade total – NR24 e AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), com rota tátil, elevadores e outros elementos, adequação das estruturas existentes, dos sistemas elétricos e hidráulicos e demais sistemas operacionais da estação”, informou a CPTM, que não mencionou as estações Guapituba e Ribeirão Pires no cronograma de reformas.
Apesar de ainda não passarem por obras de modernização, a CPTM assegura que as estações Guapituba, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra já são acessíveis. A companhia informa que essas estações contam com transposição entre plataformas, rampa de acesso de acordo com as normas da ABNT, elevador, piso tátil, telefone para pessoas portadoras de deficiência e sanitários acessíveis.
Os usuários reclamam da acessibilidade e das condições de conservação das paradas de trens. Para a moradora de Santo André, Nathalie Paiva, que costuma usar o trem regularmente até Rio Grande da Serra reclama do abandono.“Nasci em Rio Grande e visito meus familiares lá e a reclamação de todos é que não tem uma reestruturação lá há muito temo. A gente entende que é um patrimônio histórico a estação, mas é necessária uma reforma. Teve reformas em outras estações, mas parece que Rio Grande é o lado esquecido da linha, porque é a última estação. É necessário ter uma visibilidade para as pessoas que usam, a ponte que ficava sobre a linha está largada desde que caiu, ninguém fez nada, e está lá jogada. A estação só opera de um lado e em horário de pico é um caos. Seria bom que a CPTM tivesse um olhar para Rio Grande da Serra porque é tão ruim para quem visita como para quem mora. Se o morador da cidade pensa em trabalhar na Capital tem que se mudar porque o trem demora tanto que não compensa”, analisa.
Através de redes sociais usuários relataram ao RD os problemas que encontram nas estações, até mesmo nas que foram reformadas como a de São Caetano. “Com as reformas a estação ficou melhor, os trens servem bem a população com intervalos aceitáveis, só não entendi o porquê da estação ainda não ter acesso facilitado a cadeirantes. Colocaram elevadores na passarela que vai de uma plataforma pra outra, só que ficou bem longe da entrada”, apontou Edu Manzano.
O internauta também apontou a falta de controle dos vendedores ambulantes e cobrou segurança no entorno da estação de São Caetano. “Em frente a estação proliferam vendedores ambulantes de manhã até à noite. Deveria haver maior policiamento pois existe venda de drogas através das grades da estação”, completa Manzano.
Outra reclamação recorrente é a demora dos trens e as filas para a compra de bilhetes de embarque. “Única coisa que tenho a reclamar dos trens é a fila para comprar bilhete em horário de pico, é um horror, ainda mais na Estação de Santo André”, apontou Edna Farias.
“Moro na Vila Metalúrgica e utilizo a estação Utinga com frequência. O maior problema é o acesso: atravessar parte da comunidade com um monte de lixo no caminho e passar por um terreno com trilhos desativados e cheio de usuários de drogas. A sinalização para o acesso também é muito ruim, diferente da estação Prefeito Saladino que ficou excelente pós reforma. A estação Santo André está horrível: as escadas para saída são estreitas para a quantidade de pessoas que descem do trem. O corredor de ligação com a estação de ônibus é fedido, bagunçado e perigoso”, descreveu Vanessa Santos de Alcântara.