Nos dias atuais, um engenheiro recém formado não é mais visto como um mero funcionário, porque pode ser dono do próprio negócio. No curso de engenharia da Fundação Santo André, a visão empreendedora é passada desde o começo com as chamadas soft skills, disciplinas comuns para todos os estudantes, que ajudam a entrar no mercado de trabalho e otimizar as possibilidades de crescer na carreira.
Em entrevista ao RDtv Momento Econômico, o coordenador adjunto da Faeng (Faculdade de Engenharia da Fundação Santo André), Regis Pasini, afirma que empreendedorismo não está apenas relacionado à criação de negócio. “Temos uma vertente do empreendedorismo chamado intraempreendedorismo, que acontece dentro das empresas. O pensamento criativo e a abordagem de problemas de novas maneiras são estimulados, então temos funcionário que percebe uma oportunidade de inovação e pensa em solução para um possível problema e, com isso, ele agrega valor na instituição e a diferenciando da concorrência”, diz.
Com o mercado cada vez mais exigente e competitivo, a Fundação Santo André se destaca ao preparar seus alunos não apenas como engenheiros qualificados, mas como profissionais capazes de inovar e empreender. “Engenheiros podem não apenas resolver problemas técnicos complexos, mas criar impacto positivo em novos empreendimentos e soluções inovadoras que contribuem para o avanço da engenharia e da sociedade como um todo”, comenta Pasini.
O professor acrescenta que para entender sobre empreendedorismo não basta ter apenas uma única disciplina na grade curricular da faculdade, já que ela não seria suficiente para desenvolver uma mentalidade empreendedora. “Na FSA, temos diversas disciplinas para desenvolver essa habilidade, como a de Design e Inovação, em que trabalhamos como o design thinking, ferramenta muito útil para a identificação de oportunidades. Temos também nossos projetos integradores em que utilizamos uma dinâmica empreendedora de aprendizagem que, ao longo de 12 aulas, trabalhamos diferentes métodos até que no final da disciplina, o aluno tenha o potencial de ser lançado no mercado e atrair bons resultados”, frisa.