O SindSaúde ABC (Sindicato dos Trabalhadores na área de Saúde Privada e Filantrópica do ABC) iniciou sua campanha salarial em fevereiro. A ideia não é apenas conseguir um aumento dos vencimentos desta classe, mas avançar para soluções ligadas aos direitos e às “dívidas” que empresas e Organizações de Saúde (OSs) tem com os colaboradores. Ao RDtv desta quarta-feira (05/03), o presidente da entidade sindical Almir Rogério, o Mizito, relatou a dificuldade para conversar com os prefeitos da região sobre algumas pendências.
A pauta aprovada incluí a reposição da inflação (4,83%) mais um percentual que seria equivalente ao aumento do salário. “Nós temos um lema que é muito tranquilo, que ‘inflação não se discute, se repõe’. Ainda mais com o aumento que os planos de saúde têm no dia a dia, você que não é pouca coisa. A inflação dá, às vezes, 4% e eles vão lá e colocam reajustes de 15%, 20%. Eles têm condições de aplicar esse reajuste para os trabalhadores.”, aponta Mizito.
Outros temas que serão debatidos é o direito a acompanhar parentes idosos que estão doentes, a extensão da assistência funeral para outros grupos, os debates sobre a medicina de grupo e a odontologia de grupo e a inclusão dos trabalhadores na Participação de Lucros e Salários (PLR) das empresas que trabalham.
Além disso, o SindSaúde ABC também quer melhorar a vida dos trabalhadores que necessitam de serviços de saúde. Segundo líder sindical, os trabalhadores acabam cobrados com um percentual tão grande nos seus respectivos planos de saúde que acabam “deixando o salário para as empresas”. Tal fato fez com que o Sindicato orientasse os associados para que se utilizem do serviço público caso seja necessário.
O Sindicato também vai entrar com uma denúncia no Ministério Público do Trabalho contra a Rede D’Or por causa de supostas “punições” que trabalhadores estão recebendo quando precisam se afastar devido à tratamentos de saúde. A mudança de horário sem autorização é o principal problema apontado, principalmente com os colaboradores que estão no horário noturno e que tem seu horário alterado.
Prefeitos e outras denúncias

Outro objetivo que o SindSaúde tem neste ano é uma relação com os prefeitos em que seus municípios contam com contrato junto à Fundação do ABC (FUABC). Mizito aponta que desde 2016 a Organização de Saúde não cumpre regularmente com o pagamento do dissídio. Destro deste cenário, o sindicalista vem pedindo uma reunião com o prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Marcelo Lima (Podemos), para encontrar uma solução para tal situação e alinhar conversas com outros três prefeitos: Gilvan Júnior (PSDB, Santo André); Marcelo Oliveira (PT, Mauá); e Tite Campanella (PL, São Caetano).
Questionado sobre a relação com SPDM, Organização de Saúde responsável pela área em Diadema e pelo setor de urgência e emergência em Santo André, Mizito apontou que não conta com problemas diretos com a empresa. A principal preocupação está com a instituição da função de Agente de Humanização em Diadema. Segundo o líder da classe, as pessoas designadas para este cargo estão supostamente assediando os funcionários da SPDM.
A Câmara de Diadema já foi acionada sobre este assunto e cobra respostas sobre o tema. No Portal de Transparência da Prefeitura este cargo não está especificado.